Aumento de casos leva autoridades a reforçarem alerta sobre cuidados com aranhas no PR
Imagem: Secretaria de Estado da Saúde
O calor do verão aumenta o risco de acidentes com aranhas no Paraná, principalmente com a aranha-marrom e a aranha-armadeira. Entre 2023 e 2025, o Estado registrou mais de 28 mil casos, segundo dados preliminares do Sinan. Somente em 2025, foram 8.467 ocorrências.
A maior concentração de acidentes ocorreu na Região Metropolitana de Curitiba, com 8.297 registros, seguida por Ponta Grossa (3.076), Guarapuava (2.238) e Pato Branco (2.087).
A aranha-marrom responde pela maioria dos casos. Ela costuma picar quando é pressionada contra o corpo, como ao vestir roupas ou calçar sapatos, e se esconde em locais escuros. Já a aranha-armadeira é agressiva, pode saltar até 40 centímetros e causa dor imediata.
Os sintomas variam conforme a espécie. A armadeira provoca dor intensa, náuseas e vômitos. A marrom pode causar lesões graves horas após a picada, com risco de necrose e feridas de difícil cicatrização. Em casos raros, pode ocorrer escurecimento da urina.
Após a picada, a pessoa deve procurar atendimento médico imediatamente. É indicado lavar o local com água e sabão, manter a parte afetada elevada e usar compressas mornas. Não se deve fazer torniquete nem aplicar substâncias caseiras.
Para orientações e atendimento, a população pode entrar em contato com os Centros de Informação e Assistência Toxicológica: CIATox Cascavel (45) 3321-5261, CIATox Paraná 0800 0410 148, CIATox Londrina (43) 3371-2244 e CIATox Maringá (44) 3011-9127.
Fonte: CATVE