Fenômeno raro: nuvem funil aparece cinco vezes em menos de dois meses no PR

 Fenômeno raro: nuvem funil aparece cinco vezes em menos de dois meses no PR

Foto: Cedida/Larissa Moreira

Em menos de dois meses, o Paraná teve ao menos cinco registros de nuvens funil. O mais recente aconteceu neste domingo (15) em Santo Antônio do Caiuá, no noroeste do estado. Veja as imagens acima.

Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a nuvem funil é o estágio inicial da formação de um tornado. Neste ano, foram três registrados no estado. O meteorologista Samuel Braun explica que a nuvem só se transforma no fenômeno caso alcance o solo e provoque ventos fortes.

O registro foi feito pela Larissa Moreira. Ela contou que mora em Paranavaí, mas estava em uma chácara na família, em Santo Antônio do Caiuá, quando avistou a nuvem.

“Passamos o final de semana por lá e após o dia estar bem quente, no final da tarde o tempo começou a fechar e ventar bastante. Estávamos na piscina quando olhei para o céu e vi essa nuvem funil se formado e tentando descer ao solo. Ficamos bem assustados”, contou ao g1.

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De acordo com Simepar, outros registros como este aconteceram em Arapongas e São Jorge do Ivaí, no norte, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, em Paulo Frontin, no sul do Paraná. Eles foram vistos em janeiro deste ano.

O Simepar informou que só contabiliza os registros reportados ao órgão ou a Defesa Civil. Por isso, é possível que outras ocorrências tenham acontecido em locais menos habitados ou não tenham sido filmados a tempo por moradores.

O meteorologista explica que a nuvem funil recebe este nome por ter a aparência afunilada a partir da base de uma nuvem pesada, do tipo Cumulonimbus ou Cumulus, formada por uma coluna de ar que gira.

“Elas tendem a ocorrer quando a atmosfera se encontra muito instável, e são formações mais comuns em células de tempestade. Contudo, elas ocorrem com certa frequência no estado, principalmente nesta época de primavera e verão”, explica o meteorologista.

Fonte: G1

Redação DV Agora

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