Casal é morto de forma brutal e, dois dias depois, criminosos retornam e matam os cachorros

 Casal é morto de forma brutal e, dois dias depois, criminosos retornam e matam os cachorros

Foto: Jornal Razão

O silêncio da zona rural de Água Doce (SC) foi quebrado por um crime que segue sem explicação e que ganhou contornos ainda mais cruéis com o passar dos dias.

Entre a noite de sexta-feira (06) e a madrugada de sábado (07), um casal foi assassinado dentro da própria casa no Assentamento Oziel, na localidade de Rio do Mato, interior do município. A residência, simples e isolada, foi invadida. Segundo informações apuradas junto a vizinhos, os dois foram mortos com golpes de faca.

As vítimas eram Pedro Pires, de 85 anos, e Marli Chimelo, de 57. Conhecidos na comunidade, viviam sozinhos no imóvel. O crime teria ocorrido durante a noite, mas os corpos só foram encontrados na manhã de sábado.

No interior da casa, a cena indicava violência e possível motivação patrimonial. Pedro apresentava ferimentos na cabeça. Marli foi encontrada caída de costas, com perfurações na região do pescoço. Próximo aos corpos, havia uma cadeira e uma bolsa revirada. A suspeita inicial é de que valores ou objetos tenham sido subtraídos, o que reforça a linha de investigação de latrocínio, roubo seguido de morte. Essa hipótese, no entanto, ainda não está confirmada.

A Polícia Militar de Santa Catarina foi acionada, isolou a área e preservou o local até a chegada da Polícia Civil e da Polícia Científica, que realizou a perícia e a remoção dos corpos para Joaçaba. Durante todo o dia, as forças de segurança atuaram de forma conjunta no início das investigações.

Após a liberação dos corpos, Pedro e Marli passaram a ser velados no Assentamento 9 de Novembro. O casal estava junto havia 23 anos.

Quando a comunidade ainda tentava assimilar a brutalidade do duplo homicídio, um novo episódio aprofundou o clima de revolta e medo.

Na noite de domingo, dois dias após o assassinato do casal, a mesma residência foi novamente invadida. Desta vez, os alvos foram os animais de estimação da família. Segundo relatos de vizinhos e informações repassadas à polícia, dois cães foram mortos.

Um dos animais teve a cabeça esmagada. O outro foi atingido por disparos de arma de fogo na cabeça. O corpo desse segundo cachorro foi jogado dentro da casa onde Pedro e Marli haviam sido assassinados dias antes.

A Polícia Civil e a Polícia Militar apuram se a nova invasão tem ligação direta com o crime inicial ou se se trata de outro “ato isolado” de extrema crueldade. Até o momento, ninguém foi preso. As autoridades evitam divulgar detalhes para não comprometer as investigações.

O caso chocou não apenas Água Doce, mas todo o Meio-Oeste catarinense. Moradores relatam medo, indignação e cobram respostas. A polícia segue trabalhando para identificar os responsáveis e esclarecer se o crime foi motivado por roubo ou se há outras circunstâncias envolvidas.

Enquanto a investigação avança, o assentamento permanece marcado por uma sequência de violência que começou com a morte de dois idosos e terminou, dias depois, com a execução dos animais que guardavam a casa. A comunidade pede justiça.

Fonte: Jornal Razão 

Redação DV Agora

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