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Custo da Cesta Básica Aumenta 1,43% em Dois Vizinhos

O custo da cesta básica em Dois Vizinhos registrou um aumento de 1,43% entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025, segundo levantamento do professor Sérgio Luiz Kuhn, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Uma pesquisa, que acompanha mensalmente a variação dos preços dos alimentos nos três principais municípios do Sudoeste do Paraná (Francisco Beltrão, Pato Branco e Dois Vizinhos), apontou que a alta local superou significativamente os principais índices de inflação do país no período.

Enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), previsto da inflação oficial, registrou variação de apenas 0,11% e o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-10) subiu 0,53%, os duovizinhenses sentiram um aumento mais expressivo no valor da alimentação básica, diminuindo o poder de compra da população.

A evolução dos preços da cesta básica

De acordo com a pesquisa, a cesta básica em Dois Vizinhos terminou o ano de 2023 custando R$ 599,37. Em dezembro de 2024, o valor já havia subido para R$ 616,93 e, agora, em janeiro de 2025, atingiu R$ 625,74.

Os itens que mais impactaram essa alta foram o café, que saltou de R$ 24,99 para R$ 28,18 (+12,8%), o tomate, que subiu de R$ 39,29 para R$ 44,18 (+12,5%), e a banana, que passou de R$ 25,82 para R$ 28,69 (+11,1%). A carne, que tem um peso significativo no orçamento familiar, também apresentou aumento, passando de R$ 307,63 para R$ 312,43 (+1,56%).

Por outro lado, alguns produtos tiveram queda nos preços, como a batata, que caiu de R$ 24,45 para R$ 19,55 (-20%), e o arroz, que teve redução de R$ 19,79 para R$ 18,83 (-4,8%). No entanto, essas reduções não foram suficientes para conter a alta geral da cesta básica.

Impactos para os duovizinhenses

O aumento da cesta básica representa um desafio para as famílias de Dois Vizinhos, principalmente para aquelas de menor renda, que destinam uma parte significativa do orçamento para alimentação. Segundo o professor Sérgio Kuhn, a elevação dos preços segue um comportamento observado em outras cidades da região. “A alta de 1,43% pode parecer pequena, mas é superior ao índice de inflação do período. Isso significa que a inflação não acompanha o reajuste dos alimentos, reduzindo o poder de compra da população. Em termos práticos, o duovizinhense que gastou R$ 599,37 na cesta básica no final de 2023, agora precisa desembolsar R$ 625,74 para comprar os mesmos itens, um aumento elevado que impacta diretamente a economia doméstica”, explica o professor.

Além disso, o aumento do preço do café e da carne, dois dos produtos mais consumidos pelos brasileiros, reflete um encarecimento do custo de vida, exigindo que muitas famílias reajustem seus hábitos de consumo.

O que esperar dos próximos meses?

A tendência de curto prazo para os preços da cesta básica depende de fatores como a safra de produtos agrícolas, oscilações no dólar e custos de produção e transporte. O professor Kuhn destaca que a instabilidade climática pode influenciar o preço dos hortifrutigranjeiros, como o tomate e a banana, enquanto a demanda internacional e os custos de exportação podem impactar o preço da carne e do café.

A pesquisa será realizada mensalmente, permitindo que os consumidores acompanhem as oscilações e se preparem melhor para eventuais aumentos. A recomendação dos especialistas é que a população pesquise preços antes de comprar, busque alternativas mais acessíveis e, sempre que possível, aproveite promoções e feiras livres para economizar.

O que compõe a cesta básica?
A cesta básica é composta por um conjunto de alimentos essenciais que garantem a subsistência de um trabalhador e sua família ao longo do mês. Os produtos avaliados na pesquisa seguem a metodologia do DIEESE e incluem os seguintes itens e quantidades:

Arroz – 3 kg
Feijão – 4,5 kg
Açúcar – 3 kg
Café – 600 g
Farinha de trigo – 1,5 kg
Batata – 6 kg
Banana – 6 kg
Tomate – 9 kg
Manteiga – 750 g
Pão – 6 kg
Óleo de soja – 900 ml
Leite – 7,5 litros
Carne – 6,6 kg
Esses produtos foram selecionados com base no consumo médio de uma família brasileira e são os principais responsáveis pela variação mensal do custo de vida.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social e Marketing da Prefeitura de Dois Vizinhos

Redação DV Agora

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