Foto: Reprodução
Apesar da redução na taxa de feminicídio, mulheres continuam sendo vítimas de violência no Paraná. Dados oficiais de 2025 apontam que 87 mulheres foram mortas por companheiros ou ex-companheiros no Estado, uma queda de 20,2% em relação a 2024, quando houve 109 registros. Com isso, o Paraná alcançou uma taxa de 0,73 morte por 100 mil habitantes, uma das menores do país.
Nesta quarta-feira (4), o Governo do Paraná entregou 54 novas viaturas para a Patrulha Maria da Penha, vinculada à Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp). O investimento foi de R$ 9,2 milhões e tem como objetivo ampliar a capacidade de deslocamento das equipes, agilizar atendimentos e reforçar a fiscalização de medidas protetivas.
Levantamento da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid), do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), mostra que apenas em janeiro foram registrados 5.783 casos de violência doméstica no Estado — média de 186 ocorrências por dia, ou quase oito por hora.
Segundo o secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, a queda nos índices não elimina a necessidade de novos investimentos. “Alcançamos uma redução de 20% nos feminicídios e também registramos menos estupros em 2025. Mas precisamos continuar investindo para a proteção das mulheres. Essas novas viaturas vão ampliar o atendimento em todo o Paraná”, afirmou.
A Patrulha Maria da Penha integra a política de prevenção e repressão à violência doméstica da Polícia Militar do Paraná. As equipes realizam visitas preventivas com base em boletins de ocorrência, fiscalizam medidas protetivas expedidas pelo Judiciário e atuam a partir de denúncias feitas por canais como o Disque Denúncia 181. Além disso, promovem ações educativas e participam das redes de proteção.
Na região de Apucarana, a situação segue preocupante. Em média, 16 casos de violência contra a mulher são registrados por dia na área atendida pela 17ª Subdivisão Policial (SDP), que abrange 26 municípios do Vale do Ivaí. Em 2024, foram 6,1 mil registros, número ligeiramente inferior aos 6,4 mil casos computados em 2023, conforme dados da Sesp.
Apesar da leve queda nas ocorrências gerais, os feminicídios aumentaram. No ano passado, foram registrados quatro assassinatos de mulheres e oito tentativas na região. No ano anterior, não houve feminicídios consumados e apenas duas tentativas, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Dados do 10º Batalhão de Polícia Militar mostram ainda crescimento expressivo no acompanhamento de medidas protetivas pela Patrulha Maria da Penha: de 293 para 690 casos, um aumento de 135%. Somente neste ano, cerca de 150 medidas já estão sendo monitoradas, sem contar os atendimentos realizados pela Guarda Civil Municipal (GCM).
Entre as vítimas está Sayonara da Silva, de 38 anos, sobrevivente de uma tentativa de feminicídio ocorrida no mês passado em Apucarana. Estudante de Administração da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), ela não pôde participar da colação de grau realizada em 27 de fevereiro, pois o homem investigado por tentar matá-la permanece foragido.
Em carta aberta enviada à cerimônia, Sayonara afirmou que o diploma representa resistência. “Viver a minha formatura à distância foi uma experiência profundamente ambígua. De um lado, havia a alegria legítima por ter concluído uma etapa tão importante da minha vida acadêmica. Mas, do outro, havia o vazio de não estar presente”, escreveu.
O atentado ocorreu em 10 de fevereiro, quando o ex-companheiro Ademar Augusto Crepe jogou uma caminhonete F-350 contra o carro onde estavam Sayonara e o filho de 9 anos. Em seguida, ele ainda tentou atirar contra a vítima, que conseguiu fugir com a criança. Segundo ela, o menino passou a apresentar crises de ansiedade e dificuldade para frequentar a escola.
A polícia realiza diligências e divulgou fotos do suspeito para auxiliar na localização. Informações podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 197, 181 ou (43) 3423-0972.
Nesta semana, a Sesp também lançou a campanha Mês Mulher Segura, que integra a programação de março, mês do Dia Internacional da Mulher. A iniciativa prevê ações educativas e divulgação em parceria com a Secretaria da Comunicação, incluindo materiais informativos em ônibus e outdoors em Curitiba e Região Metropolitana.
Em âmbito nacional, o Relatório Anual de Feminicídios no Brasil 2025, elaborado pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios da Universidade Estadual de Londrina (Lesfem/UEL), aponta que o país registrou 6.904 vítimas de feminicídio consumado e tentado em 2025, um aumento de 34% em relação ao ano anterior. O estudo indica que a maioria dos crimes ocorre no ambiente doméstico e é praticada por pessoas do círculo íntimo da vítima.
Fonte: Tnonline
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