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Dentista resiste a tortura e violência; agressor acaba preso no Paraná

Uma dentista de 24 anos denunciou ter sido mantida em cárcere privado e submetida a cerca de 12 horas de tortura, agressões psicológicas e abusos sexuais praticados pelo então companheiro, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O suspeito foi preso preventivamente por decisão da Justiça.

Segundo a Polícia Civil, a vítima procurou a corporação após as agressões registradas em 7 de dezembro. Ela relatou que foi impedida de deixar a residência enquanto sofria uma sequência de violências físicas e psicológicas, incluindo socos, chutes, puxões de cabelo, chineladas, ofensas e ameaças de morte. As agressões cessaram apenas quando a mulher conseguiu fugir do local.

As investigações apontam que os crimes não foram isolados. Nos dias 3 e 4 de dezembro, a dentista já havia sido espancada e violentada. Em um dos episódios, teve a cabeça arremessada contra um espelho, o que provocou perda temporária da visão e da audição do lado direito.

O inquérito também apura um episódio anterior, ocorrido em 11 de novembro, quando a vítima teria sido novamente submetida a tortura, ameaças e abuso sexual. Na ocasião, segundo a polícia, todo o material de trabalho da dentista foi destruído.

Diante da gravidade dos fatos, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do investigado, medida autorizada pela Justiça. Ele foi detido pelos crimes de tentativa de feminicídio, estupro de vulnerável, tortura, lesão corporal, ameaça e registro não autorizado de intimidade sexual. No momento da prisão, os policiais encontraram anabolizantes e munições de arma de fogo, o que resultou também em autuação em flagrante. O suspeito permanece preso.

“Trabalhamos diariamente para responsabilizar autores de violência contra a mulher. Este caso demonstra a importância da denúncia e o empenho da equipe em interromper ciclos de agressão e proteger as vítimas”, afirmou o delegado Lucas Maia.

A advogada da vítima, Sonia Marta Pinto, classificou o caso como extremo. “É uma barbárie sem tamanho. A violência era constante, não apenas física, mas também psicológica”, afirmou.

Segundo a defesa, a dentista sofreu diversos episódios de tortura, incluindo agressões que chegaram a arrancar unhas dos pés, além de ameaças recorrentes contra familiares. “Ela era violentada, dopada e abusada sexualmente. Em algumas situações, estava inconsciente por causa de medicamentos que era obrigada a ingerir”, disse a advogada, que atuará como assistente de acusação no processo criminal e buscará a condenação do réu por estupro e tentativa de feminicídio.

Fonte: Tnonline

Redação DV Agora

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