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Falso perito do TJPR é preso por aplicar golpes e não pagar contas em restaurantes no PR

A Polícia Civil prendeu um homem de 50 anos investigado por se passar por perito do Tribunal de Justiça do Paraná para aplicar golpes em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba. Segundo as investigações o homem também utilizava o falso cargo para não pagar a conta em restaurantes da região.

Na terça-feira (27), a corporação cumpriu oito mandados de busca e apreensão domiciliar com o objetivo de desarticular o esquema criminoso que, segundo a polícia, era chefiado pelo homem. O nome dele não foi divulgado.

Na casa dele, os policiais apreenderam uma arma de fogo calibre 9 mm, municiada e com dois carregadores. Além disso, encontrou no local distintivos, camisetas e coletes balísticos com inscrições de “Perícia Criminal”, simulando uniformes oficiais, e um simulacro de arma de fogo.

Ele foi preso em flagrante pelo crime de posse ilegal de arma de fogo de calibre restrito. Além disso, segundo a polícia, é investigado pelos crimes de estelionato e extorsão.

“Há relatos que eles, vestidos com essas roupas, frequentavam os estabelecimentos comerciais aqui da cidade de Fazenda Rio Grande, como restaurantes. Em alguns casos, os comerciantes não quiseram registrar a ocorrência por medo de sofrer represálias, mas a gente tem a informação que eles não queriam pagar pelas refeições”, detalhou o delegado Murilo Camargo.

Prejuízo estimado de R$ 2 milhões

Segundo a polícia, os integrantes do grupo criminoso se passavam por peritos para obter a confiança das vítimas. Depois disso, eles firmavam contratos de prestação de serviço de assessoria contábil, jurídica e administrativa.

“Posteriormente faziam transferências de valores das contas delas [vítimas] para as contas da empresa investigada. O prejuízo estimado é de R$ 2 milhões”, explicou o delegado Murilo Camargo.

Ainda conforme Camargo, os suspeitos obrigavam as vítimas, de forma violenta e ameaçadora, a assinarem procurações e outros documentos que conferiam amplos poderes para a prática de outros crimes, como transferências de imóveis e veículos, por exemplo.

Durante a operação de terça, a polícia apreendeu também documentos que passarão por análise a fim de verificar a autenticidade, R$ 56 mil em espécie sem comprovação de origem lícita, celulares e um tablet, além de um carro de luxo. Os itens serão submetidos à perícia.

As investigações continuam a fim de identificar outras possíveis vítimas do grupo criminoso.

A RPC não conseguiu contato com a defesa do suspeito. Procurado, o Tribunal de Justiça do Paraná não respondeu à equipe de reportagem.

Fonte: G1

Redação DV Agora

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