Investigação da Polícia Civil sobre morte do cão Orelha é finalizada

 Investigação da Polícia Civil sobre morte do cão Orelha é finalizada

Foto: CATVE

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu, nesta terça-feira (03), a investigação sobre a morte do cão comunitário conhecido como Orelha e sobre os maus-tratos contra o cão Caramelo, em Florianópolis. O trabalho foi realizado por uma força-tarefa que reuniu diferentes órgãos de segurança do Estado.

As apurações foram conduzidas pela Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE) e pela Delegacia de Proteção Animal (DPA), ambas da Capital. Os procedimentos foram finalizados e encaminhados ao Ministério Público e ao Judiciário.

O cão Orelha foi atacado na madrugada de 4 de janeiro, por volta das 5h30, na região da Praia Brava, no Norte da Ilha. Laudos da Polícia Científica apontaram que o animal sofreu um golpe forte na cabeça, possivelmente causado por chute ou objeto rígido. Orelha chegou a ser socorrido por pessoas que passavam pelo local, mas morreu no dia seguinte em uma clínica veterinária, em razão da gravidade dos ferimentos.

Para esclarecer o caso, a Polícia Civil analisou mais de mil horas de imagens de câmeras de segurança, coletadas em 14 pontos diferentes da região. Ao todo, 24 testemunhas foram ouvidas, além da análise de vestimentas e dados de localização obtidos por meio de tecnologia especializada. As investigações indicaram contradições nos depoimentos e confirmaram a presença do autor no local do ataque.

No mesmo dia em que a polícia identificou os suspeitos, o adolescente apontado como responsável pela morte do cão viajou para fora do país, retornando apenas no fim de janeiro. Na chegada ao Brasil, ele foi abordado pelas autoridades. Peças de roupa e outros elementos considerados importantes para a investigação foram apreendidos.

Diante da gravidade do caso envolvendo o cão Orelha, a Polícia Civil solicitou à Justiça a internação do adolescente, medida prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente e aplicada em situações mais graves. No mesmo inquérito, três adultos foram indiciados por coação a testemunha.

Já no caso do cão Caramelo, a investigação resultou na representação contra quatro adolescentes, também por atos relacionados a maus-tratos.

A Polícia Civil reforça que os casos foram tratados com cautela, seguindo a legislação vigente, e destaca que a proteção aos animais é prioridade. As investigações seguem agora para análise do Ministério Público e decisão do Judiciário.

Fonte: CATVE

Redação DV Agora

Notícia relacionada