Uma publicação feita nas redes sociais levantou suspeitas de possíveis irregularidades no concurso público da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) 2026. Uma candidata compartilhou, nos stories do Instagram, uma imagem que mostra páginas da prova aplicada no último domingo (29), em diversas cidades do estado.
Na postagem, a mulher escreveu “tarde de testar os conhecimentos”, enquanto ao fundo aparecem folhas do exame. Pelas informações visíveis, a prova teria sido realizada em Cascavel, no oeste do Paraná, e organizada pela Fundação Fafipa. O registro foi encaminhado por uma fonte ao Jornal da Manhã e ao Portal aRede na noite de segunda-feira (30).
Caso a autenticidade da imagem seja confirmada, existe a possibilidade de anulação da prova em todo o estado, o que pode afetar milhares de candidatos. O concurso da Sesa 2026 oferece 641 vagas, sendo 325 destinadas ao cargo de promotor de saúde profissional, abrangendo mais de 20 áreas, como enfermagem, medicina, farmácia, fisioterapia e serviço social. As outras 316 oportunidades são para funções técnicas, como técnico de enfermagem, laboratório e segurança do trabalho. Ao todo, mais de 92 mil pessoas se inscreveram.
As provas foram aplicadas em sete municípios: Cascavel, Curitiba, Guarapuava, Londrina, Maringá, Ponta Grossa e Umuarama. O processo seletivo é dividido em duas fases: a primeira consiste em prova objetiva, de caráter classificatório e eliminatório, sob responsabilidade da Fundação Fafipa; já a segunda etapa é a avaliação médica, conduzida pela Secretaria de Estado da Administração e da Previdência (Seap).
Os salários variam entre R$ 4.231,60 para cargos de nível técnico e R$ 7.616,88 para funções de nível superior. As taxas de inscrição ficaram entre R$ 90 e R$ 130, com período de cadastro entre 14 de janeiro e 12 de fevereiro deste ano.
A reportagem tentou contato com a candidata responsável pela publicação, mas não obteve retorno. Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde informou que notificou, nesta terça-feira (31), a Fundação Fafipa para que se manifeste oficialmente sobre a imagem que circula nas redes. Tanto a Sesa quanto a Seap aguardam um posicionamento da organizadora.
O caso também levanta questionamentos sobre a fiscalização durante a aplicação da prova. De acordo com o edital, é proibido portar ou utilizar aparelhos eletrônicos, como celulares, smartwatches, tablets, notebooks, relógios digitais e fones de ouvido. Esses itens devem ser guardados em embalagens fornecidas pelos fiscais e permanecer lacrados durante todo o período do exame.
As regras ainda determinam que o uso de eletrônicos é vedado em qualquer área do local de prova, inclusive após o término, até a saída definitiva do candidato. O descumprimento pode resultar na anulação da prova e eliminação automática do participante.
Fonte: ARede
Foto: Reprodução/aRede
