O ex-policial militar Andrei Castelli, natural de Salto do Lontra, no Sudoeste do Paraná, está foragido da Justiça após ser condenado a 35 anos de prisão em regime fechado pela morte de dois irmãos durante uma abordagem policial na PR-281, em Salto do Lontra. Atualmente, ele também integra a lista de procurados da Interpol.
O julgamento aconteceu em 10 de dezembro de 2025, no Tribunal do Júri de Realeza. Segundo o Ministério Público do Paraná (MPPR), Castelli foi condenado por duplo homicídio qualificado e fraude processual pela execução de Orestilhano da Rosa Junior, de 21 anos, e Adrian Beppler da Rosa, de 26 anos.
O crime ocorreu na noite de 23 de julho de 2018. De acordo com a denúncia, os dois irmãos estavam em posição de revista pessoal, desarmados e sem oferecer resistência, quando foram baleados pelo então policial militar, que teria se irritado com a postura das vítimas durante a abordagem.
Após os disparos, ainda segundo o MPPR, Castelli tentou forjar a cena do crime ao colocar armas no local para sustentar a versão de que os irmãos teriam reagido à ação policial.
No julgamento, o Ministério Público sustentou a tese de duplo homicídio qualificado por motivo fútil e por recurso que dificultou a defesa das vítimas, além de fraude processual. Os jurados acolheram integralmente a acusação.
Após a sentença, foi expedido mandado de prisão para início imediato do cumprimento da pena. Castelli participou do julgamento por videoconferência após apresentar atestado, mas não foi mais localizado e passou a ser considerado foragido.
Em razão do crime, ele foi excluído dos quadros da Polícia Militar do Paraná. Hoje, o nome dele também aparece na lista de difusão vermelha da Interpol, mecanismo que permite a cooperação internacional para localização e prisão de foragidos.
Fonte: CATVE
Foto: CATVE
