Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ao longo dos anos acumula declarações controversas e promessas eleitorais colocadas sob narrativas que nem sempre se confirmaram, completa uma década exata de uma de suas falas mais escandalosas.
Em 2016, em meio ao avanço das investigações da Operação Lava Jato, o atual presidente externou ser “a alma viva mais honesta” de todo o Brasil.
O então ex-presidente concedeu entrevista a blogueiros na sede do Instituto Lula, em São Paulo, para responder a denúncias de envolvimento em esquemas de corrupção.
Foi naquela ocasião que externou a frase que, dez anos depois, ainda circula nos embates políticos. “Se tem uma coisa de que me orgulho e que não baixo a cabeça para ninguém é que não tem nesse país uma viva alma mais honesta do que eu. Nem dentro da Polícia Federal, do Ministério Público, da Igreja Católica, da igreja evangélica, nem dentro do sindicato. Pode ter igual, mas eu duvido.”
Na mesma entrevista, Lula afirmou que via como remotas as chances de ser indiciado nos processos que apuravam corrupção na Petrobras e outras estatais. “Não há nenhuma possibilidade de uma ação penal, a não ser que seja uma violência contra tudo o que se conhece neste país.” O cenário que descrevia não durou. Em 12 de julho de 2017, o então juiz federal Sergio Moro condenou Lula a nove anos e seis meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no processo envolvendo um apartamento triplex no Guarujá.
Em segunda instância, o TRF4 confirmou a condenação por unanimidade e elevou a pena para 12 anos e um mês de reclusão em regime fechado. Lula foi réu em dez ações penais no total. No processo referente ao Sítio de Atibaia, o TRF4 também confirmou sua condenação, pelos mesmos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, elevando a pena de 12 anos e 11 meses para 17 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão em regime inicial fechado. Em março de 2021, o ministro Edson Fachin anulou as condenações relacionadas à Lava Jato.
Reprodução/Redes Sociais
