O jornal americano The New York Times publicou um ranking elegendo o Hino Nacional Brasileiro o mais bonito entre todas as 48 nações que disputam a Copa do Mundo. A matéria, assinada pelo jornalista Tim Spiers e publicada na última sexta-feira (19), avaliou as composições com critérios de crítica musical misturados a pitadas de humor.
O jornal americano The New York Times publicou um ranking elegendo o Hino Nacional Brasileiro o mais bonito entre todas as 48 nações que disputam a Copa do Mundo. A matéria, assinada pelo jornalista Tim Spiers e publicada na última sexta-feira (19), avaliou as composições com critérios de crítica musical misturados a pitadas de humor.
A “gloriosa introdução”
O grande destaque da avaliação norte-americana foi a estrutura melódica e a energia da composição brasileira, com ênfase especial para os segundos iniciais que antecedem o canto.
“Dura quase dois minutos e, ainda assim, não é suficiente. Tem um monte de palavras cantadas muito rápido em sua maior parte, sobre não temer a batalha, sobre um colosso destemido e uma terra amada, mas o ponto alto é, sem dúvida, a gloriosa introdução orquestral de 28 segundos. Um dos melhores hinos do mundo”, escreveu o jornal.
Em contrapartida, a maior ironia do ranking ficou para a lanterna da lista. O último colocado entre os 48 países foi justamente o hino da Inglaterra, Deus Salve o Rei (God Save the King). O detalhe curioso é que o The Athletic, braço editorial de esportes do NY Times, está majoritariamente em território britânico.
“É terrível. A música se arrasta imperdoavelmente e a letra, ao contrário de qualquer outro hino desta lista, é sobre um homem velho”, alfinetou o texto.
Curiosidades sobre o Hino do Brasil
A melodia que encantou os críticos americanos tem raízes profundas na história nacional. O Hino Nacional Brasileiro foi composto originalmente por Francisco Manoel da Silva em abril de 1831, nascendo inicialmente de forma instrumental, sem nenhuma letra associada.
De acordo com registros do Ministério das Relações Exteriores, após a Proclamação da República, o governo chegou a convocar um concurso público para substituir a composição por uma música inteiramente nova. No entanto, o forte apego popular à melodia original fez com que ela fosse mantida. Anos mais tarde, os versos escritos pelo poeta Osório Duque Estrada foram oficialmente integrados à partitura, em 6 de setembro de 1922.
Além de sua história centenária, a execução do hino possui uma curiosidade que muitos brasileiros desconhecem: bater palmas durante a música é considerado uma infração de desrespeito.
A determinação é regida pelo Artigo 30 da Lei Federal nº 5.700, de 1º de setembro de 1971, que exige que todos tomem atitude de respeito, de pé e em absoluto silêncio, proibindo qualquer outra forma de saudação enquanto as notas estão sendo tocadas. Contudo, a legislação deixa claro que manifestações de aplausos, gritos e comemorações estão totalmente liberadas após o encerramento da execução.
Veja os 15 Melhores Hinos da Copa, segundo o NY Times
Brasil
França
Portugal
Colômbia
Escócia
Equador
Argentina
Egito
Uruguai
Bósnia e Herzegovina
Estados Unidos
RD Congo
Curaçao
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Costa do Marfim
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Canadá
México
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África do Sul
Japão
Marrocos
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Austrália
Tchéquia
Tunísia
Senegal
Suécia
Argélia
Paraguai
Suíça
Cabo Verde
Noruega
Uzbequistão
Arábia Saudita
Bélgica
Gana
Croácia
Holanda
Catar
Áustria
Nova Zelândia
Alemanha
Espanha
Jordânia
Inglaterra
Fonte: Massa
Foto: Rafael Ribeiro / CBF, Nelson Terme / CBF
