Gabriel Magalhães e Haaland protagonizam rivalidade marcada por provocações e polêmicas

Foto: Robbie Jay Barratt - AMA/Getty Images

Quando Brasil e Noruega entrarem em campo pelas oitavas de final da Copa do Mundo, deixarão evidente uma rivalidade marcada por respeito, cumprimentos, tretas e até bolada na cabeça entre jogadores: Gabriel Magalhães e Erling Haaland (assista acima).

Adversários às 17h do domingo na Copa de 2026, zagueiro e atacante são rivais na Premier League, por Arsenal e Manchester City, respectivamente, registrando cenas no mínimo curiosas ao longo dos últimos anos.

Eles disputam a mesma competição há quatro temporadas, mas a disputa chamou a atenção mesmo a partir de 2024.

Em março, discutiram após um empate sem gols no Etihad Stadium pela Premier League, até serem separados por Pep Guardiola. A dupla se cumprimentou depois.

Em setembro, no reencontro das equipes, Haaland jogou uma bola na cabeça de Gabriel Magalhães depois do gol de empate do Manchester City, por 2 a 2, nos acréscimos do segundo tempo. E não foi algo aleatório: o norueguês foi até o gol, pegou a bola e a atirou na cabeça do zagueiro, que estava de costas e com o rosto coberto pela camisa, lamentando o gol sofrido.

A história ainda rendeu porque o árbitro Michael Oliver não marcou nada, e o VAR, John Brooks, não considerou o lance como uma "conduta violenta". Como não recomendou revisão, Haaland não foi punido.

— Foi no calor do jogo, um pouco de tudo aconteceu naquela partida. O que acontece no campo de futebol, fica no campo. É assim que é. Não me arrependo de muitas coisas na vida — disse o atacante semanas depois, adotando tom semelhante ao de Magalhães sobre a "treta".

— É uma batalha, uma guerra, então é normal ter atos provocativos no futebol. Faz parte do jogo.

E o zagueiro deu o troco cinco meses depois, em fevereiro de 2025, quando o Arsenal goleou o City por 5 a 1, em Londres. Magalhães provocou Haaland durante todo o clássico: comemorou um dos gols gritando na cara do norueguês e chegou a pedir que buscasse sua chuteira depois de uma dividida.

— Fiz por ele ter jogado a bola na minha cabeça, para tirar uma onda como ele tirou onda de mim — contou Magalhães, em entrevista ao Podpah.

— Ele dominava, toda hora eu vibrava na cara dele. Cinco minutos, um a zero. Na hora que a gente fez o gol ele estava do meu lado, já saí gritando na orelha dele. Fez o gol, o filha da mãe, de cabeça, 1 a 1. Saiu a bola no meio, a gente 2 a 1. Viramos, 3 a 1, 4 a 1, 5 a 1 — recordou.

E renovaram a rivalidade na temporada seguinte, com novas disputas de bola, faltas, camisa térmica rasgada e empurrão do norueguês, no início deste ano, quando o Arsenal perdeu para o City por 2 a 1.

Foi a partida, inclusive, em que trocaram uma encarada frente a frente, e Gabriel fez um movimento de cabeçada, mas sem acertar o atacante. Terminou sobrando cartão amarelo para os dois.

— Se eu tivesse caído, seria vermelho. Eu nunca faria isso — disse Haaland após a partida.

— Minha camisa de baixo foi puxada um pouco, não recebi falta, hoje em dia a Premier League é assim, tem um pouco de luta aqui e ali, muitos duelos, arranhões. Às vezes minha esposa não fica muito feliz com isso, parece meio estranho, mas essa é a realidade — brincou.

Sobram provocações e puxadas de camisa para ambos os lados, mas no fim são fragmentos de uma rivalidade que também guarda momentos de respeito. Porque quando o cronômetro não está rodando eles, em mais de uma ocasião, apareceram conversando, sorrindo e trocando cumprimentos após os jogos.

— É sempre um bom desafio jogar contra ele — disse Haaland sobre Magalhães.

Enquanto o zagueiro, com a missão de parar o artilheiro norueguês, admite vê-lo como seu adversário mais difícil na Premier League.

— Sim, claro. Ele é um jogador de ponta e, claro, acho que também gosta de jogar contra mim. Acho que é divertido. Nós curtimos isso.

Às 17h do domingo, com Brasil x Noruega, eles se encontram em uma Copa do Mundo pela primeira vez.


Fonte: GE