Um homem de 36 anos foi preso preventivamente em Paranavaí, no Noroeste do Paraná, sob suspeita de assassinar a própria esposa, Geovana Gabrielle da Silva Lopes, de 26 anos. A prisão do suspeito ocorreu uma semana após a morte da vítima, inicialmente tratada por ele como suicídio, tese que acabou desmentida por laudos periciais que apontaram que a jovem foi vítima de estrangulamento.
Geovana foi encontrada morta no dia 21 de junho, no interior de sua residência. O homem, que estava no imóvel e foi o responsável por acionar a polícia, declarou em um primeiro momento que a esposa havia tirado a própria vida. No entanto, segundo a Polícia Civil de Paranavaí, responsável pelas investigações, a cena do crime não apresentava as características comuns aos casos de suicídio.
A suspeita da Polícia Civil foi confirmada logo em seguida pela atuação da Polícia Científica. O levantamento do local e o laudo necroscópico identificaram que a morte foi provocada por ação humana de terceiros, colocando o homem como o principal suspeito. Diante das evidências, ele foi detido e deverá responder pelos crimes de feminicídio e fraude processual. Com a prisão preventiva decretada, a Polícia Civil tem agora um prazo de 10 dias para finalizar e remeter o inquérito ao Ministério Público.
A defesa do suspeito informou que recorrerá da prisão. O defensor classificou a detenção preventiva como desproporcional e incabível, argumentando que a análise dos autos não apresenta provas suficientes de autoria e materialidade. O advogado declarou que seu cliente colaborou com as investigações desde o início e que um laudo isolado não justifica a detenção, motivo pelo qual a defesa ingressará com um pedido de habeas corpus na Justiça para tentar revogar a prisão.
O caso gerou comoção na cidade. Geovana era membro ativo da Igreja Adventista do Sétimo Dia localizada na Vila Operária, em Paranavaí. A instituição religiosa emitiu uma nota oficial de pesar na qual lamenta profundamente a morte da fiel.
Fonte: G1
Foto: Reprodução/Redes Sociais
