Um homem de 28 anos foi preso em flagrante em Bandeirantes, no norte do Paraná, sob a acusação de tentar assassinar a companheira, de mesma idade, ateando fogo ao corpo dela. O crime, ocorrido na última terça-feira (30), teria sido motivado pelo fato de o agressor ter se irritado ao ver que a vítima havia pintado as unhas de vermelho.
Alex José de Araújo foi autuado pelos crimes de lesão corporal contra a mulher, violência doméstica, sequestro e cárcere privado, e o Ministério Público do Paraná já solicitou a conversão da prisão em preventiva.
De acordo com o relato da vítima à polícia, o companheiro chegou à residência por volta das 9h e iniciou as agressões motivado pelo ciúme estético. Na sequência, ele utilizou acetona para molhar o corpo da mulher e ateou o fogo, provocando queimaduras nos seios, no pescoço e nos dedos dela.
Após o ataque, o homem trancou a companheira dentro do imóvel e passou a ameaçá-la, afirmando que incendiaria também o seu cabelo e que a mataria para que ela não ficasse com mais ninguém.
A mulher conseguiu escapar do cárcere por volta das 11h para pedir socorro, momento em que o suspeito fugiu. A Polícia Militar localizou o homem horas depois na garupa de um mototáxi em Cornélio Procópio, município vizinho situado a cerca de 37 quilômetros do local do crime, enquanto ele tentava se deslocar para a casa de uma irmã.
A vítima recebeu atendimento médico, passa bem e já solicitou uma medida protetiva de urgência contra o agressor, contra quem já havia registrado um boletim de ocorrência anterior por violência doméstica.
Em depoimento obtido pela reportagem, Alex José de Araújo negou veementemente todas as acusações e alegou que a própria companheira teria provocado o incêndio no próprio corpo. O suspeito defendeu a versão de que pretendia terminar o relacionamento e que a mulher, por não aceitar o fim da relação, teria simulado o atentado para incriminá-lo.
Na manifestação do Ministério Público, consta ainda o relato de que o próprio agressor apagou as chamas logo após o ato, alegando que amava a vítima. Até o momento, o acusado não constituiu defesa legal no processo.
Fonte: Tnonline
Foto: - Divulgação PCPR
