Entre brilho e frustrações: Neymar coloca ponto final em sua trajetória na Seleção Brasileira

Foto:Kaz Photography/Getty Images

Neymar iniciou a trajetória pela Seleção Brasileira no MetLife Stadium, em agosto de 2010, e, 16 anos depois, encerrou o ciclo no mesmo estádio. O percurso começou de forma promissora, com vitória por 2 x 0 sobre os Estados Unidos e um gol logo na estreia, e terminou com outro gol, desta vez de pênalti, mas de forma trágica.

Neste domingo (5/7), o camisa 10 teve atuação abaixo do esperado e não conseguiu evitar a derrota por 2 x 1 para a Noruega de Erling Haaland, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. O resultado marcou a despedida do principal jogador desta geração da Seleção Brasileira no Mundial.

Despedida após ciclo conturbado

Entre Paris Saint-Germain, Al-Hilal, Santos e Brasil, Neymar sofreu 13 lesões. O atleta se manteve afastado dos gramados durante 853 dias, o que o fez perder cerca de 144 jogos.

Em todo o período de preparação para o Mundial, Ney não teve nenhuma temporada com mais de 30 jogos, devido à sua instabilidade física. O ano de 2025 foi que somou mais confrontos, com 28 partidas pelo Santos.


O jogador foi para a Copa do Mundo com uma versão diferente da habitual: como coadjuvante e reserva. A despedida veio nas oitavas, com muito choro por parte do camisa 10 após o apito final.

Neymar entrou em campo aos 67 minutos, na vaga de Gabriel Martinelli. Mais centralizado na função de falso nove, o atleta teve atuação ruim, apesar do gol de pênalti. Em 21 ações com a bola, o atacante a perdeu nove vezes.

O jogador também ficou marcado por discussões durante a partida. Levou cartão amarelo após forte entrada no meia-atacante Martin Odegaard e brigou com o goleiro Nyland durante a cobrança de pênalti nos minutos finais.

Com isso, Neymar encerra passagem pela Seleção Brasileira com apenas dois títulos: Copa das Confederações (2013) e Olimpíadas (2016). O principal troféu na “geração Neymar” foi justamente sem o jogador, quando a Amarelinha venceu a Copa América de 2019.


Fonte: Metropoles