Um motorista de aplicativo de 42 anos foi preso em flagrante suspeito de trancar e estuprar uma passageira de 19 anos durante uma corrida em Londrina (PR). O caso foi registrado no sábado (18) e o homem teve a prisão preventiva decretada pela Justiça após passar por audiência de custódia.
De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar (PM), a jovem solicitou o transporte para ir da casa de um amigo até a própria residência. Durante o trajeto, o condutor fez comentários impróprios sobre a passageira. Ao chegar ao destino final, ele encerrou a corrida no aplicativo, dirigiu até uma rua próxima e travou as portas do automóvel.
Em depoimento às autoridades, a vítima relatou ter sido agredida sexualmente após ter seus pedidos para descer negados. A jovem afirmou ter ficado paralisada pelo medo antes de conseguir ser libertada, o que só ocorreu quando o motorista retornou à frente da casa dela e destravou o carro.
Após a denúncia, equipes da PM localizaram o suspeito no mesmo veículo na região central de Londrina. Ao ser abordado, ele negou o crime e alegou que o ato teria ocorrido de forma consensual. A apuração policial revelou ainda que o homem já responde a outros quatro processos relacionados a crimes de violência de gênero, todos sob segredo de Justiça.
Em nota enviada à imprensa, a Uber classificou a conduta sexual imprópria como inaceitável. A empresa não se posicionou sobre os critérios de checagem do histórico criminal do motorista antes do seu cadastramento na plataforma.
Leia a nota na íntegra
"A Uber informa que está verificando o caso e considera inaceitável qualquer tipo de má conduta sexual. A plataforma defende que as mulheres têm o direito de ir e vir da maneira que quiserem e têm o direito de fazer isso em um ambiente seguro. A empresa acredita na importância de combater, coibir e denunciar casos dessa natureza e encoraja que as mulheres denunciem qualquer incidente tanto pelo aplicativo quanto às autoridades competentes.
Todas as viagens na plataforma são cobertas por um seguro e, em parceria com o MeToo Brasil, a Uber conta com um canal de suporte psicológico para amparo inicial neste momento delicado. Ambos serão disponibilizados para a usuária. A empresa também se coloca à disposição das autoridades para colaborar com as investigações, nos termos da lei."
Fonte: Tnonline
Foto: Reprodução
