A manhã desta quinta-feira (23/7) foi marcada por cenas de desespero e transtornos extremos para quem depende do transporte sobre trilhos na Grande São Paulo. Imagens aterrorizantes, gravadas por próprios usuários, registraram o exato momento em que uma composição da Linha 12-Safira sofreu uma explosão seguida de incêndio.
A situação acabou gerando pânico generalizado e a paralisação do sistema operado pela concessionária Trivia Trens. O incidente ocorre no terceiro dia consecutivo de falhas graves, logo após a empresa assumir de forma definitiva o controle das linhas que antes pertenciam à CPTM.
O pesadelo começou por volta das 6h da manhã. Os vídeos que circulam nas redes sociais mostram um clarão do lado de fora da locomotiva, seguido de gritos, correria e a rápida evacuação do vagão, que acabou com a estrutura interna e externa completamente carbonizada. Apesar da gravidade e do susto imenso, não houve registro de feridos.
De acordo com Paulo Ferreira, diretor de operação da Trivia, a suspeita principal é de que um curto-circuito no maquinário tenha provocado um apagão nas subestações de energia. Sem luz e sem tração, a circulação travou de vez entre as estações Brás e Sebastião Gualberto.
Segundo as informações do G1, o caos forçou milhares de trabalhadores a desembarcarem nos trilhos. A situação exigiu uma intervenção inusitada e arriscada: policiais militares precisaram montar esquemas de resgate improvisados na Avenida Celso Garcia, ajudando idosos e pessoas com mobilidade reduzida a escalarem barrancos e pularem muros com o apoio de caminhões parados na via.
Efeito dominó e colapso no sistema
A falha na Linha 12-Safira causou um verdadeiro efeito cascata na malha ferroviária da Zona Leste. Enquanto a Linha 12 e a Linha 13-Jade (incluindo o Expresso Aeroporto) tiveram suas operações totalmente suspensas, a Linha 11-Coral passou a funcionar de forma mutilada, operando apenas no trecho entre Estudantes e Corinthians-Itaquera.
Para tentar conter a situação, a Trivia acionou o sistema PAESE, colocando 21 ônibus gratuitos para circular entre Bresser-Mooca e USP Leste. Mesmo assim, a massa de passageiros migrou em peso para a Linha 3-Vermelha do Metrô, que precisou montar uma operação de guerra.
A estatal injetou trens extras, liberou transferências gratuitas logo cedo e adotou a estratégia de enviar composições vazias para as estações mais críticas, como Tatuapé e Penha, para escoar a multidão.
Fonte: Portal Leo Dias
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