Serviço gratuito permite emitir certidão de nascimento de recém-nascidos ainda no hospital

Foto: SESA

As famílias atendidas nas maternidades da rede pública estadual do Paraná têm a facilidade de emitir o registro civil dos recém-nascidos antes de deixarem a unidade de saúde. O serviço é disponibilizado de forma gratuita por meio de unidades interligadas ou de postos de atendimento dos cartórios instalados diretamente nos hospitais, permitindo que as mães já saiam da internação com a Certidão de Nascimento do bebê em mãos. Além de evitar o deslocamento até um cartório nos primeiros dias após o parto, a iniciativa atua no combate ao sub-registro e agiliza o acesso da criança aos serviços essenciais de saúde e programas sociais.

No Hospital Regional de Telêmaco Borba, localizado nos Campos Gerais, o sistema opera em parceria com a Fundação Estatal de Atenção em Saúde do Estado do Paraná (Funeas) e o Cartório de Registro Civil do município. Nos dois primeiros meses de funcionamento da unidade interligada no local, do total de 186 bebês nascidos vivos, 120 foram registrados ainda nas dependências do hospital. O atendimento presencial ocorre de segunda a sexta-feira, das 10h às 12h, beneficiando especialmente pacientes de cidades vizinhas que integram a 21ª Regional de Saúde e que não precisam retornar ao município sede apenas para providenciar a documentação.

A descentralização do registro civil também apresenta resultados significativos em outras regiões do estado. No Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá, 450 dos 1.068 bebês nascidos no primeiro semestre do ano já saíram registrados, mantendo uma média diária expressiva durante os atendimentos realizados três vezes por semana. Já no Hospital Regional do Norte Pioneiro, em Santo Antônio da Platina, a média chega a 125 certidões emitidas por mês. Na capital, a maternidade do Hospital do Trabalhador adota um modelo ágil em que representantes dos cartórios se deslocam até a instituição para formalizar os registros.

Para garantir a eficiência do fluxo, as equipes assistenciais e o Serviço Social orientam os pais sobre os documentos necessários e identificam eventuais pendências com antecedência. O procedimento também é adaptado à rotina de recuperação das puérperas: caso a mãe não tenha condições clínicas de ir até o ponto fixo da unidade interligada, profissionais de saúde e agentes cartorários viabilizam a coleta de assinaturas e o trâmite do registro diretamente no leito hospitalar.


Fonte: Tnonline