A agropecuária registrou abertura líquida de 12.523 vagas formais em julho, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta sexta-feira (28). No mês, quatro dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas tiveram saldo positivo. No total da economia, o país criou 58.568 novos postos com carteira assinada.
Entre os grandes grupamentos, o melhor resultado em julho veio do setor de serviços, com 24.098 vagas abertas. Na sequência, aparecem construção, com 12.691 postos, agropecuária, com 12.523, e indústria, com 11.315. O comércio foi o único segmento com saldo negativo no período, com fechamento de 2.056 vagas.
O resultado geral do mercado de trabalho formal em julho ficou abaixo do piso da pesquisa Projeções Broadcast, que apontava expectativa de 90.500 vagas.
No recorte regional, 22 das 27 Unidades da Federação encerraram julho com saldo positivo. Em números absolutos, São Paulo liderou a geração de empregos, com 17.814 vagas, seguido por Mato Grosso, com 5.766, e Minas Gerais, com 5.199.
No grupo de resultados negativos, Espírito Santo teve saldo de -2.605 postos, Rio Grande do Sul registrou -903 e Tocantins, -366.
O salário médio real de admissão passou de R$ 2.404,10 em junho para R$ 2.419,23 em julho. A alta foi de R$ 15,13, equivalente a 0,6%. Na comparação com julho do ano anterior, o rendimento médio de admissão avançou R$ 48,38, ou 2,04%.
Os dados de julho mostram saldo positivo de empregos formais na agropecuária e em quatro dos cinco grandes grupamentos da economia, com avanço também no salário médio real de admissão.
Fonte: Estadão Conteúdo
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