O Estado do Paraná registrou uma queda drástica nos indicadores da dengue este ano. Segundo o boletim mais recente da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o território paranaense contabilizou 5.878 casos confirmados da doença até o dia 18 de agosto. O cenário é expressivamente mais favorável do que o observado no mesmo período do ano passado, quando o levantamento divulgado em 19 de agosto de 2025 somava 88.488 confirmações.
O recuo expressivo também se reflete no número de vidas perdidas para a infecção. Até meados de agosto deste ano, o Paraná contabilizou cinco óbitos decorrentes da dengue, frente às 129 mortes registradas no mesmo intervalo de 2025. Ao longo de todo o ano epidemiológico anterior — o primeiro a ser contabilizado de janeiro a dezembro, em vez do modelo tradicional que cruzava dois anos —, o Estado havia acumulado 305.594 notificações, 92.620 casos confirmados e 145 mortes.
Do total de diagnósticos positivos confirmados em 2026, 4.890 são autóctones, o que significa que os pacientes contraíram o vírus dentro do próprio território paranaense, enquanto os demais registros referem-se a casos importados de outras localidades.
Apesar dos números positivos, as autoridades de saúde mantêm o sinal de alerta devido à proximidade das estações mais quentes e ao aumento das precipitações. O quadro exige atenção redobrada em razão do fenômeno El Niño, que já está em andamento e deve ganhar força a partir da primavera, provocando volume elevado de chuvas no Estado e favorecendo a proliferação de criadouros do Aedes aegypti.
Para evitar uma nova escalada da doença, os órgãos estaduais reforçam a necessidade de manter as medidas preventivas contínuas, como a eliminação de recipientes com água parada, a limpeza constante de quintais e terrenos e o uso frequente de repelentes. Paralelamente às ações da população, o Paraná adota estratégias de inovação biológica, como o Método Wolbachia, que consiste na liberação de mosquitos com a bactéria Wolbachia para impedir o desenvolvimento do vírus no inseto e conter a transmissão.
Fonte: Tnonline
Foto: José Fernando Ogura/SMCS
