Mulher morre em possível caso de violência doméstica e companheiro é investigado

Foto: Reprodução/Redes sociais

O homem suspeito de matar a golpes de facão Diessy Marry de Souza Vaz, de 33 anos, dentro de uma residência em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, já havia sido preso meses antes por violência doméstica contra a própria vítima. Na época das agressões anteriores, Diessy estava grávida e acabou perdendo o bebê em decorrência das lesões sofridas. Apesar do histórico, o agressor havia sido beneficiado com a liberdade provisória concedida pela Justiça e cumpria monitoramento por tornozeleira eletrônica no momento em que cometeu o feminicídio, registrado no último domingo (30).

Após o assassinato, o homem foi localizado, preso pelas autoridades e confessou o crime durante o interrogatório policial, afirmando ter sido motivado por ciúmes. Ele revelou também que os filhos do casal estavam na residência no momento do ataque. No entanto, em sua versão oficial prestada em depoimento, o suspeito alegou ter agido em legítima defesa, declarando aos investigadores que apenas tentou se proteger e que não se lembrava de detalhes sobre como desferiu os golpes.

O histórico de violência familiar já era de conhecimento das forças de segurança locais. De acordo com o relato do policial militar que atendeu a ocorrência do feminicídio, ele próprio havia efetuado a prisão do suspeito no início do ano por ter chutado a cabeça da vítima e feito ameaças de morte. Na ocasião, Diessy chegou a registrar fotografias com o rosto ensanguentado após as agressões.

Apesar de reconhecer a gravidade dos fatos e a condição de gestante da vítima, a decisão judicial da época classificou o episódio como lesão corporal de natureza leve. Com isso, determinou a concessão da liberdade provisória ao homem sob o compromisso do uso da tornozeleira eletrônica e a proibição de se aproximar ou manter contato com a companheira. O suspeito descumpriu as medidas impostas, voltou a se aproximar da mulher e o caso segue agora sob investigação das autoridades policiais para a conclusão do inquérito.


Fonte: Tnonline