Rui Costa, ex-diretor do São Paulo, voltou a falar publicamente sobre a demissão de Hernán Crespo, que aconteceu em março deste ano e foi uma das maiores polêmicas recentes do clube.
Em entrevista ao "ge", Rui Costa alegou que não se arrepende da demissão do argentino, que teve muito da sua voz por trás. Para ele, era inevitável, justificando que Crespo não concordava com seu método de trabalho.
- O Crespo várias vezes colocou de forma muito clara que não concordava com algumas coisas que estavam postas como dados de realidade. Ele queria contratações, achava que o time não podia evoluir, defendia muito essa dificuldade do São Paulo de ser protagonista e ter um ano difícil, e obviamente que toda vez que alguém projeta cenários adversos a chance de acertar é muito grande, sobretudo no futebol - disse Rui Costa.
Ainda na sua argumentação, Rui Costa justificou que as conversas não estavam alinhadas entre as partes, ressaltando mais ainda essa limitação que o clube tinha com contratações. Atravessando um momento financeiro delicado, o São Paulo apresentou movimentações discretas nas últimas janelas de transferências.
– Eu entendo que o Crespo falava isso para proteger talvez até os jogadores. Mas a repetição constante de uma máxima de que não era possível e questões internas que a gente conversava de necessidade de contratação, porque em algum momento se prometeu ele contratações e eu não as prometi. Em algum momento, houve uma dissintonia e o trabalho na segunda etapa do Campeonato Brasileiro de 2025 e no Campeonato Paulista era questionável, do ponto de vista não da atitude profissional dele - completou.
Relembre como foi a demissão de Crespo
O São Paulo demitiu Hernán Crespo em 9 de março, em uma decisão que surpreendeu pelo momento. A equipe estava invicta no Brasileirão, na segunda colocação, com dez dos 12 pontos disputados. O estopim foi a eliminação no Paulistão, mas a nota oficial do clube não detalhou os motivos. A diretoria alegou que as expectativas definidas no planejamento esportivo não estavam alinhadas, enquanto relatos apontavam desgaste interno no dia a dia do CT da Barra Funda.
Três meses depois, foi a vez de Rui Costa deixar o cargo. Diretor-executivo de futebol desde 2021, ele saiu em 20 de junho, após a equipe cair da liderança para o oitavo lugar, enfrentar protestos da torcida no CT e passar por mais uma mudança no comando técnico. Em abril, depois da derrota por 2 a 1 para o Vasco, torcedores foram à Barra Funda pedir sua saída. Mais tarde, Roger Machado foi demitido após a eliminação na Copa do Brasil para o Juventude.
Fonte: Lance
Foto: Peter Leone/Ofotográfico/Gazeta Press
