Embora menos frequentes, as chuvas dos últimos dias mantiveram os solos úmidos na maior parte das regiões produtoras de mandioca, voltando a limitar os trabalhos no campo, sobretudo a colheita, e sustentando os preços da raiz, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
A baixa disponibilidade e a postergação de compras mantiveram a liquidez dos negócios reduzida, com maior pressão sobre as cotações. O esmagamento semanal de mandioca pelas fecularias recuou ao menor volume desde janeiro, conforme apontamento do Cepea.
No campo, lavouras cultivadas entre junho e julho apresentam desenvolvimento vegetativo mais lento, afirma o Cepea. Em algumas situações, já são consideradas perdas decorrentes do excesso de umidade. Esse quadro pode restringir ainda mais a oferta, em um contexto de redução das áreas cultivadas em todas as regiões produtoras.
Fonte: Globo Rural
Foto: Wenderson Araujo/CNA
