O cenário às margens do rio Paraná na região de Foz do Iguaçu começa a apresentar sinais de alívio com a diminuição lenta do volume de água a partir desta segunda-feira (19).
Depois de semanas marcadas por fortes tempestades que elevaram as marcas na fronteira — chegando a superar os 121 metros na estação de referência da Ponte da Amizade —, a régua passou a registrar quedas diárias e se estabilizou na faixa dos 118 metros.
Apesar de o ápice momento da cheia ter ficado para trás com a melhora nas condições meteorológicas e a ausência de novas precipitações expressivas na bacia incremental, o volume acumulado ainda está longe do patamar habitual, que costuma girar em torno de 102 metros.
O comportamento dos rios na região foi intensificado pelo chamado “efeito de remanso“, provocado pelo alto volume de água descarregado pelo rio Iguaçu logo abaixo da barragem, o que dificultou o escoamento natural do Paraná e encorpou os alagamentos temporários.
Nas áreas urbanas atingidas, o trabalho de suporte continua ativo. Famílias que precisaram deixar residências em pontos vulneráveis do lado paraguaio e brasileiro recebem assistência contínua de órgãos de proteção e das equipes de responsabilidade social, enquanto autoridades sanitárias reforçam os cuidados preventivos com a higiene e o descarte de materiais danificados pela umidade.
A recomendação técnica das equipes de monitoramento é para que os moradores de áreas ribeirinhas mantenham a cautela e evitem o retorno precipitado aos locais que sofreram com a subida das águas.
Os boletins hidrológicos diários seguem disponíveis para consulta pública a fim de acompanhar a evolução exata das vazões e os prognósticos para os próximos dias.
Fonte: Tribuna
Foto: Divulgação/Itaipu
