O presidente do Paraguai, Santiago Peña, pediu nesta sexta-feira (6) a prorrogação de 72 horas para apresentar sua defesa no processo de impeachment que tramita no Senado. O pedido ocorre após Peña anunciar sua renúncia na quinta-feira (5), em meio à crise provocada pela falência do Ueno Bank, que deixou milhares de clientes sem acesso às contas.
A renúncia ainda depende da aprovação do Congresso. A Câmara dos Deputados já rejeitou o pedido, enquanto o Senado deve deliberar sobre o assunto. Peña estava previsto para apresentar sua defesa às 10h desta sexta, mas solicitou mais tempo, alegando que recebeu a notificação poucas horas antes e que precisava analisar um documento de acusação de 15 páginas, acompanhado de cerca de 300 páginas de anexos.
Entre as acusações contra o presidente estão conflitos de interesse, uso indevido de recursos de fundos de pensão e acobertamento institucional relacionado à crise financeira. As denúncias também são investigadas pelo Ministério Público.
A decisão do Congresso terá impacto sobre o futuro político e jurídico de Peña. Caso a renúncia seja aceita, o vice-presidente Pedro Alliana poderá assumir o governo, e Peña poderá obter a condição de senador vitalício. Se for destituído pelo impeachment, não terá esse benefício. Parlamentares contrários à renúncia defendem que o julgamento seja concluído antes de qualquer decisão sobre sua saída.
Fonte: Terra
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