Uma doadora do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) ajudou a salvar a vida de uma paciente de São Paulo que precisava de uma transfusão com um tipo sanguíneo extremamente raro. Ambas possuem o fenótipo p nulo, uma característica identificada em apenas três pessoas no Brasil.
Solimari Luzia Machado Andrejczuk, de 29 anos, já estava cadastrada como doadora de sangue raro e foi convocada após uma solicitação da Fundação Pró-Sangue, de São Paulo. A compatibilidade foi essencial para atender à paciente, que possui um anticorpo capaz de provocar reações transfusionais graves ao receber sangue convencional.
A característica rara de Solimari foi descoberta durante exames realizados após uma doação no Hemepar. Desde então, ela passou a integrar o Cadastro Nacional de Sangue Raro (CNSR), que reúne doadores com características sanguíneas específicas. No Paraná, 291 pessoas com tipos sanguíneos raros estão cadastradas.
O caso reforça a importância da doação regular e da identificação de fenótipos raros, que permitem localizar doadores compatíveis para pacientes que precisam de transfusões especiais. O Hemepar destaca que uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas e incentiva a população a procurar os hemocentros.
Fonte: Tnonline
Foto: Hemepar/SESA
