Segundo representantes do setor, as companhias alegam que a alta está ligada à utilização de combustíveis importados em seus estoques e à elevação das cotações no mercado internacional. Com isso, os reajustes têm sido repassados de forma consecutiva aos postos.
No Brasil, os postos são obrigados a adquirir gasolina e diesel diretamente das distribuidoras. Por isso, a dimensão e a velocidade dos reajustes dependem dessas empresas, o que limita a capacidade dos revendedores de absorver ou adiar os aumentos.
De acordo com o Paranapetro, entidade que representa os postos de combustíveis no Paraná, as distribuidoras costumam agir com rapidez para repassar aumentos de preços. Já quando ocorre redução no valor do combustível no mercado, os repasses costumam demorar mais ou não acontecem integralmente, uma situação que, segundo a entidade, é recorrente.
Entre as principais distribuidoras do país estão Vibra, Ipiranga e Shell, empresas representadas pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP). Juntas, elas dominam cerca de 80% do mercado nacional de distribuição
O IBP alerta que o aprofundamento do conflito no Oriente Médio pode trazer impactos relevantes para o mercado global de petróleo e gás. Um dos pontos de maior preocupação é o Estreito de Ormuz, canal estratégico por onde passa aproximadamente 25% de todo o petróleo exportado no mundo, além de grandes volumes de gás natural provenientes de países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e Omã.
Eventuais bloqueios ou ataques à infraestrutura da região podem provocar fortes interrupções no fornecimento, afetando principalmente grandes economias asiáticas, como China, Índia e Japão. Caso as tensões se prolonguem, a tendência é de maior pressão sobre os preços internacionais do petróleo e do gás natural.
Nesse cenário de instabilidade geopolítica, o IBP destaca que o Brasil pode se posicionar como um fornecedor seguro de petróleo em um ambiente de negócios considerado estável. O país já é o nono maior exportador mundial e atualmente destina cerca de 67% do petróleo exportado para mercados asiáticos.
A entidade também ressalta a importância da continuidade dos investimentos em exploração e produção, incluindo novas fronteiras energéticas como a Margem Equatorial, para garantir a segurança energética do país, ampliar a oferta exportadora e evitar que o Brasil volte à condição de importador de petróleo na próxima década.
Fonte: RICTV
(Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil | Fotos Públicas)
