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Operação da PF mira grupo suspeito de drogar mulheres e divulgar registros de violência

A Polícia Federal (PF) cumpriu mandados em Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, nesta quarta-feira (11), durante a Operação Somnus, que investiga redes envolvidas na divulgação de vídeos de abusos sexuais contra mulheres dopadas.

A ação policial, além de ter desdobramentos em Santa Catarina, onde agentes cumpriram medidas judiciais em Camboriú, também foi realizada em outros Estados.

No total, são três mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão expedidos para São Paulo, Ceará, Pará, Santa Catarina e Bahia.

“A Polícia Federal desencadeou a Operação Somnus, uma operação que busca combater a misoginia praticada no ambiente cibernético”, destacou o Delegado Flávio Rolim, coordenador de Repressão a Crimes Cibernéticos de Ódio (CCOD) da Polícia Federal.

As apurações começaram em 2025, após informações repassadas por meio de cooperação policial internacional coordenada pela Europol, envolvendo mais de 20 países.

Os dados indicaram a existência de redes transnacionais dedicadas à troca e compartilhamento de vídeos que mostram abusos sexuais cometidos contra mulheres em estado de sedação.

“Essa investigação busca combater o macrofenômeno da violência contra as mulheres, principalmente praticada no ambiente cibernético, as quais, em situações extremas, buscam a normalização da violência e até mesmo do estupro”, acrescenta o delegado.

As conversas interceptadas revelaram ainda que os investigados discutiam o uso de medicamentos com efeito sedativo, citando marcas comerciais e possíveis reações adversas, o que demonstraria conhecimento prévio sobre as substâncias utilizadas.

“Essa investigação busca capturar e reprimir comportamentos criminosos de autores que dopavam as suas vítimas por meio de medicamentos e mantinham com essas vítimas, quando desacordadas, a conjunção carnal não consentida”, afirmou Flávio Rolim.

Mandados e materiais apreendidos

Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram recolhidos computadores, celulares, equipamentos eletrônicos e dispositivos de armazenamento de dados, que agora serão submetidos à perícia.

No Brasil, os fatos se enquadram na Lei nº 13.642/2018, que atribui à Polícia Federal a responsabilidade de investigar crimes praticados pela internet que envolvam a propagação de conteúdo misógino.

De acordo com a corporação, os elementos reunidos indicam também manifestação explícita de ódio, objetificação e repulsa contra mulheres, o que exige uma resposta integrada do Estado.

Fonte: ND+

Redação DV Agora

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