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Polícia Científica amplia estrutura para análise de drogas no litoral do PR

A Polícia Científica do Paraná (PCIPR) reforçou a atuação no Litoral com a realização de análises de drogas diretamente na região durante a temporada. O trabalho pericial garante a identificação técnica de substâncias apreendidas pelas polícias Militar e Civil, assegurando mais rapidez na liberação de laudos e maior precisão para o andamento das investigações criminais.

“As ocorrências envolvendo drogas representam uma das maiores demandas da Polícia Científica em volume durante a temporada, quando são atendidas diversas apreensões em uma mesma semana. Por isso, a atuação no Litoral conta com estrutura física adequada, laboratório equipado e reforço de pessoal, o que permite absorver esse aumento de demanda e manter a qualidade e a celeridade das análises periciais,” explica a perita oficial da PCIPR Margarida Neves.

As análises são realizadas no Laboratório de Química Forense instalado no Litoral, onde peritos examinam entorpecentes como cocaína, crack, maconha e haxixe. O procedimento envolve testes preliminares e análises instrumentais com equipamentos de alta tecnologia, como espectrometria Raman e infravermelho, capazes de confirmar a natureza da substância apreendido.

O material encaminhado pelas forças de segurança chega ao laboratório em pequenas amostras individualizadas, identificadas por número de lacre específico, em quantidade suficiente apenas para a da análise pericial e eventual contraprova. Inicialmente, os peritos fazem exames colorimétricos, que indicam de forma preliminar a presença de substâncias ilícitas. Em seguida, são feitas análises instrumentais mais específicas, que permitem a confirmação técnica do resultado.

“A estrutura instalada no Litoral agiliza o trabalho pericial porque evita o envio das amostras para Curitiba, antecipando a conclusão dos laudos periciais em até uma semana. A descentralização também contribui para reduzir a demanda da Capital e permite que a equipe esteja dedicada exclusivamente às ocorrências locais”, afirma a perita da PCIPR.

Além da agilidade, o trabalho pericial é essencial para evitar equívocos de identificação. Substâncias visualmente semelhantes a drogas ilícitas, por exemplo, podem ser confundidas no momento da apreensão, e a análise laboratorial é determinante para confirmar se o material se trata, de fato, de um entorpecente ou não, garantindo segurança jurídica às investigações.

Após a confirmação da substância, o laudo pericial é elaborado e encaminhado às autoridades responsáveis, servindo como prova técnica para subsidiar decisões no processo criminal. Parte da amostra analisada ainda é preservada para eventual contraprova, que pode ser solicitada pela defesa ou determinada pelo Judiciário. O procedimento assegura a rastreabilidade do material e a possibilidade de reavaliação do resultado, seguindo os protocolos técnicos da Polícia Científica.

Fonte: AEN

Redação DV Agora

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