Foto: Polícia Civil (PC-PR)
Uma mulher de 32 anos foi presa em flagrante por realizar falsas entrevistas de emprego em Guarapuava, na região central do Paraná. Segundo a Polícia Civil (PC-PR) o objetivo dela era coletar dados pessoais dos supostos candidatos, para conseguir financiar veículos em nome deles.
A prisão aconteceu na terça-feira (3) enquanto ela entrevistava uma vítima em um coworking no bairro Trianon. Quando a polícia chegou, outras duas pessoas já tinham passado pela entrevista. Elas não tiveram prejuízo financeiro.
A mulher foi identificada como Andressa Leal de Souza. O advogado dela, Rafael Ferreira Xalão, disse que vai tentar fazer com que ela responda em liberdade.
A polícia soube do caso quando recebeu uma denúncia anônima. Algumas vítimas disseram à polícia que Andressa abordava pessoas por meio de anúncios falsos de emprego nas redes sociais.
Em uma das publicações, foi ofertada uma oportunidade para o cargo de enfermeira, cuja remuneração era de mais de R$ 5,8 mil.
O delegado Ramon Galvão explicou que a mulher se passava por psicóloga e usava nome falso para acessar dados da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) das vítimas. Posteriormente, ela captava biometria facial e repassava os dados a outros integrantes do grupo criminoso.
A mulher disse à polícia que é natural de Curitiba e chegou na cidade no mesmo dia em que foi presa. Segundo o delegado, ela admitiu que tinha o objetivo de aplicar o golpe.
“Ela informou que recebeu a proposta de um homem de Curitiba, para integrar o grupo criminoso, e para isso receberia uma quantia semanal. Ela recebeu treinamento de outra mulher que já aplicava as falsas entrevistas, atuaram juntas em Campinas e Ponta Grossa, até chegar em Guarapuava e ser presa”, explicou o delegado.
Em nota, a defesa de Andressa disse que “acredita que há poucos elementos probatórios que indicam a prática do crime de estelionato e organização criminosa”. O advogado também informou que “tendo acesso aos elementos, a defesa vai entrar com as medidas necessárias para reestabelecer a liberdade dela e recompor a verdade”.
A mulher vai responder por tentativa de estelionato e associação criminosa. Conforme o delegado, as investigações seguem para identificar outros integrantes da organização e outras vítimas.
“A PCPR orienta a população a desconfiar de ofertas de emprego com promessas excessivamente vantajosas e a sempre verificar a existência da empresa ou agência recrutadora”, destacou Galvão.
Fonte: G1
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