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Protagonismo feminino destaca atuação da Polícia Científica do Paraná

A comemoração do Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, 11 de fevereiro, também se expressa nas forças de segurança por meio da Polícia Científica do Paraná (PCIPR). Ela representa o trabalho da ciência como ferramenta de serviço à Justiça, unindo experiência, inovação e compromisso com a prova técnica. Na PCIPR, a presença das mulheres tem ganhado novas gerações, mas também se sustenta em trajetórias construídas ao longo dos anos, que ajudam na formação da história e no entendimento de avanços e conquistas.

“As profissionais da Polícia Científica do Paraná são referência em competência, dedicação e rigor técnico. A precisão e o olhar atento que empregam na produção da prova pericial fazem diferença direta na qualidade do trabalho, contribuindo para a elucidação de crimes e para o fortalecimento de um sistema de justiça cada vez mais fundamentado em evidências”, afirma o diretor-geral da PCIPR Ciro Pimenta.

Na instituição, as mulheres atuam em diferentes áreas, contribuindo para análises que exigem rigor metodológico, atenção aos detalhes e atualização constante. Para as servidoras que ingressaram nos últimos anos, a presença feminina no ambiente científico funciona como referência concreta de pertencimento.

PRESENÇA – A técnica de perícia Isabella Schemiko, que atuou como estagiária antes de assumir o cargo em outubro, destaca como esse contato é determinante no dia a dia. “Quando você vê alguém ali, ocupando esse espaço, entende que também pode chegar. É uma forma de dar mais voz às mulheres e mostrar que podemos alcançar qualquer lugar que almejamos, que podemos estar presentes e representar diferentes histórias”.

Já a perita oficial Fábia Tomie Tano, que atua há mais de três anos na PCIPR, ressalta que ampliar a participação feminina na ciência contribui diretamente para a diversidade de perspectivas no trabalho pericial. “A mulher tem um olhar diferenciado, e isso é importante para equilibrar as equipes e ampliar a forma de analisar os casos”, afirma. Segundo ela, a persistência e a dedicação são fatores decisivos para quem deseja seguir carreira na área. “Apesar dos desafios, é fundamental não desistir e se dedicar ao máximo àquilo que se escolhe fazer.”

Além da identificação com referências femininas, a persistência aparece como um elemento central da trajetória profissional. Para elas, permanecer na ciência envolve dedicação contínua, enfrentamento de desafios e construção de experiência ao longo do tempo. A presença de mulheres na ciência cumpre um papel também simbólico ao ampliar referências e sinalizar que esse é um espaço possível para outras mulheres.

VIDA DEDICADA À CIÊNCIA – Entre as histórias que ajudam a construir a identidade da PCIPR está a da perita oficial criminal Nadir de Oliveira Vargas, que soma 31 anos de atuação na instituição. Nomeada em 1994, quando a perícia ainda integrava a estrutura da Polícia Civil, iniciou sua trajetória na Seção de Documentoscopia e Grafotecnia — setor ao qual permanece vinculada até hoje, atualmente como chefe da Seção.

Ao longo de mais de três décadas, Nadir acompanhou transformações institucionais, tecnológicas e culturais. “Avançamos muito”, resume, ao comparar o início da carreira com o cenário atual. A criação da Polícia Científica como instituição independente, a consolidação de protocolos e o avanço tecnológico transformaram rotinas e ampliaram as possibilidades de análise.

Os laudos, antes datilografados a partir de rascunhos manuscritos e revisados de forma artesanal, deram lugar a sistemas digitais, imagens de alta precisão e ferramentas modernas de análise. Apesar disso, Nadir ressalta que a essência da profissão permanece a mesma: produzir prova material confiável, baseada em método científico e capaz de subsidiar decisões da Justiça.

Para ela, o ambiente de trabalho também evoluiu ao longo dos anos, com maior reconhecimento profissional e relações mais equilibradas, o que contribui diretamente para a qualidade do trabalho desenvolvido e para a permanência dos profissionais na carreira. “Hoje existe respeito, diálogo e cuidado nas relações institucionais com as mulheres, especialmente no ambiente de trabalho”, afirma.

À frente da Seção de Documentoscopia e Grafotecnia, Nadir mantém o foco na formação de novos peritos. Atualmente, acompanha o ingresso de novos profissionais e destaca a importância do tempo e da constância no aprendizado. E nesta nova etapa de formação, a presença feminina na ciência é não apenas necessária, mas complementar. “A perícia nada mais é do que a análise dos detalhes, daquilo que é quase imperceptível. A mulher tem uma sensibilidade própria para isso”, observa.

No Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, a experiência acumulada, aliada à chegada de novos profissionais, garante a continuidade do trabalho científico e reforça o compromisso da PCIPR com a produção de provas técnicas qualificadas.

Fonte: AEN

Redação DV Agora

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