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Tragédia de Brumadinho: 6 anos depois, memória e luta por justiça ainda permanecem

Diversas atividades estão em curso desde o início da semana para relembrar os seis anos do rompimento da barragem da mineradora Vale. A programação não se restringe a Brumadinho (MG), epicentro da tragédia; também foram organizadas ações em Belo Horizonte, Ouro Preto e São Paulo.

O rompimento da barragem ocorrido há seis anos liberou uma avalanche de rejeitos que gerou grandes impactos ambientais e socioeconômicos que afetaram milhares de pessoas em diferentes municípios mineiros da bacia do Rio Paraopeba.

Naquele 25 de janeiro de 2019, foram perdidas 272 vidas, incluindo dois bebês de mulheres que estavam grávidas. Até hoje, nenhuma pessoa foi responsabilizada em âmbito criminal.

Hoje, um ato nas ruas do centro de Brumadinho fecha a agenda. A mobilização será reforçada com a presença dos integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB), organização que luta contra os impactos causados pela atividade minerária em todo o país e que também também construiu uma programação para marcar a data da tragédia: ontem (24), uma assembleia, um debate e uma marcha para cobrar por justiça foram realizados em Belo Horizonte.

No ato em Brumadinho, os familiares farão coro à luta contra a impunidade e prestarão homenagens aos entes queridos, os quais são chamados de joia. Trata-se de uma resposta ao ex-presidente da Vale Fábio Schvartsman, que na época da tragédia avaliou que a empresa era um “joia brasileira” que não poderia ser condenada.

Para a marca dos seis anos, o instituto inaugurou, no final de novembro do ano passado, a exposição Paisagens Mineradas: Marcas no Corpo e no Território. Reunindo obras de 12 artistas mulheres, a mostra ficará em cartaz até março ocupando um anexo do Museu da Inconfidência, em Ouro Preto, berço da mineração no século 18, no chamado ciclo do ouro.

Além disso, neste sábado, quem visitar a exposição poderá acompanhar uma performance da artista Morgana Mafra, na qual o público será convidado a uma reflexão sobre as cicatrizes que a exploração mineral deixa nos territórios e nas vidas que os habitam.

Na sequência, quando Morgana Mafra sair de cena, os olhos do público que a acompanha poderão se voltar para a tela onde o documentário Sociedade de Ferro, dirigido por Eduardo Rajabally, aborda as conexões entre grandes empresas e o poder público em meio a uma investigação sobre a tragédia ocorrida em Brumadinho e também a que ocorreu em 2015 na bacia do Rio Doce. Na ocasião, o rompimento de uma barragem da mineradora Samarco, em Mariana (MG), causou 19 mortes e um aborto, além de gerar impactos para populações de dezenas de cidades mineiras e capixabas.

Fonte: Canal Rural

Redação DV Agora

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