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Vídeo sexual com adolescentes gera repercussão nacional e alerta para saúde mental

Após viralizar um vídeo em que seis adolescentes aparecem mantendo relações sexuais dentro de um ônibus abandonado em Cascavel (PR), o caso envolvendo o sexo coletivo repercutiu nacionalmente. Apesar de ter tido a identidade mantida sob sigilo por ter apenas 14 anos, as redes sociais da menina que aparece na filmagem foram descobertas por internautas. Ela ganhou mais de 60 mil seguidores em seus perfis.

Embora a divulgação de imagens sexuais contendo menores seja crime, usuários passaram a solicitar acesso ao conteúdo por meio de comentários feitos em publicações na internet. Com o aumento significativo no número de seguidores da menina, impulsionados pelo desejo de fama, outros adolescentes passaram a afirmar que também produziriam conteúdo pornográfico.

Em entrevista à coluna, a psicóloga Fabrícia Barros, especialista em adolescência e parentalidade, declarou que esse comportamento está relacionado à busca por pertencimento, validação e visibilidade que, necessidades que, segundo ela, são presentes na adolescência.

“A juventude atual cresceu conectada, exposta a modelos que reforçam a ideia de que visibilidade é valor. Então, quando um vídeo viraliza e a pessoa ganha milhares de seguidores, isso pode ser interpretado como um tipo de “recompensa social”, mesmo que o conteúdo envolva exposição ou constrangimento”, alertou.

A especialista afirmou que a reprodução de comportamentos semelhantes mostra como a lógica do “quanto mais choca, mais engaja” pode afetar a forma como adolescentes enxergam seus próprios limites. “Sem orientação, eles confundem visibilidade com reconhecimento, e isso é perigoso.”

Esse fenômeno revela a urgência de ensinar adolescentes a refletirem sobre suas ações, sobre a cultura digital em que estão inseridos e, principalmente, sobre o valor que têm para além das curtidas.

Após o caso, que ficou conhecido na internet como “5 x 1”, outros vídeos com a mesma temática, gravados em outras regiões, passaram a repercutir nas redes sociais — os conteúdos também envolvem adolescentes.

Danos duradouros

A psicóloga também explicou que a exposição pública de adolescentes em situações íntimas pode causar prejuízos psicológicos sérios e duradouros. “Estamos falando de pessoas em pleno desenvolvimento da identidade; serem identificados e associados a um vídeo viral pode gerar sentimentos de vergonha, humilhação, culpa e medo, além de afetar a forma como se enxergam e se relacionam socialmente.”

Fonte: G1

Redação DV Agora

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